domingo, 5 de maio de 2013

Semana 6 - Vídeo-aula 21: EDH na sala de aula


A professora Ana Maria Klein traz que o processo de ensino e aprendizagem é uma síntese do que o estudante traz com ele, mas também o que o professor traz! É um processo que deve se levar em consideração o contexto todo.
Na aprendizagem é necessário abertura pessoal, é preciso querer aprender! Abertura ao novo, acrescentando ao que já se sabe. Incorpora-se a maneira de olhar o mundo, podendo mudar a maneira de olhar o mundo ou não. 


Quando se aprende algo de fato, isso te transforma!

Sujeito deve ser a figura central do processo – Formação do pensamento crítico. Não é aprender um conteúdo.

A educação em Direitos Humanos deve estar no currículo de forma interdisciplinar e transversal. São discussões que devem ter relação com a vida das pessoas. 

Verificar quais são os interesses dos alunos. Temas que podem ser problematizados. Aproximam a vida ao currículo formal. Deve ser um tema relevante socialmente. Ex: Desigualdade entre homens e mulheres. 

Eu aprendo na realidade e da realidade.

 Metodologia

ABP – Aprendizagem Baseada em Problemas:

Transformar concepções em práticas pedagógicas
Metodologia ativa
Problematizar a realidade
Questionar o problema – Problematizar algo que é dado como natural. Ex: Desigualdade de gênero.
Ação investigativa sobre um problema real
Desenvolver projetos: Caráter coletivo – Aprender a trabalhar junto.
Enfrentar as dificuldades que se tem em trabalhar junto.  Divisão de trabalho e de responsabilidades.


Olhar para a realidade com o foco nos Direitos Humanos. Ex: Trabalho infantil, é um direito violado constantemente. Pode-se identificar os direitos com os alunos e questionar a realidade que os cerca. Quando forem realidades muito distantes dos problemas é necessário mostrar esse outro contexto.

Retirado do site.


Semana 5 - Vídeo-aula 20: Diferentes possibilidades culturais no currículo escolar


O professor Cesar Rodrigues inicia a aula apontando os lugares nos quais ocorrem as produções das identidades e das diferenças entre os/dos discentes, que são:
  • Parental
  • Comunidade
  • Escola
  • Mídia
No ambiente escolar é importante:
  • Fazer um perfil da comunidade;
  • Identificar as facilidades e dificuldades para trabalhar com as manifestações culturais encontradas;
  • Não tratar de temas culturais somente em datas comemorativas;
  • Fazer projetos interdisciplinares;
  • Utilizar a literatura para promover a discussão e falar dos sentimentos.









Semana 5 - Vídeo-aula 19: Relações etnicorraciais na escola

Imagem retirada do Site
O professor Cesar Rodrigues apresenta a diferença entre raça e etnia, afirmando que cabe aos professores refletir e proporcionar discussão sobre as temáticas etnicorraciais. 


Abaixo vídeo da Unicef sobre a temática:


Pesquisa, com respostas que doem na alma, revela a visão deturpada da criança negra sobre si mesma sobre influência do racismo.


Para fechar, música do Gabriel, O pensador sobre o Racismo!

Racismo é burrice
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano
"O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar"
Racismo, preconceito e discriminação em geral;
É uma burrice coletiva sem explicação
Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união
Mas demonstra claramente
Infelizmente
Preconceitos mil
De naturezas diferentes
Mostrando que essa gente
Essa gente do Brasil é muito burra
E não enxerga um palmo à sua frente
Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente
Eliminando da mente todo o preconceito
E não agindo com a burrice estampada no peito
A "elite" que devia dar um bom exemplo
É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento
Num complexo de superioridade infantil
Ou justificando um sistema de relação servil
E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação
Não tem a união e não vê a solução da questão
Que por incrível que pareça está em nossas mãos
Só precisamos de uma reformulação geral
Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil
Não seja um ignorante
Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante
O quê que importa se ele é nordestino e você não?
O quê que importa se ele é preto e você é branco
Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços
Se você discorda, então olhe para trás
Olhe a nossa história
Os nossos ancestrais
O Brasil colonial não era igual a Portugal
A raiz do meu país era multirracial
Tinha índio, branco, amarelo, preto
Nascemos da mistura, então por que o preconceito?
Barrigas cresceram
O tempo passou
Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor
Uns com a pele clara, outros mais escura
Mas todos viemos da mesma mistura
Então presta atenção nessa sua babaquice
Pois como eu já disse racismo é burrice
Dê a ignorância um ponto final:
Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão
Trabalhador da construção civil conhecido como peão
No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia
É revistado e humilhado por um guarda nojento
Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós
Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói
O preconceito é uma coisa sem sentido
Tire a burrice do peito e me dê ouvidos
Me responda se você discriminaria
O Juiz Lalau ou o PC Farias
Não, você não faria isso não
Você aprendeu que preto é ladrão
Muitos negros roubam, mas muitos são roubados
E cuidado com esse branco aí parado do seu lado
Porque se ele passa fome
Sabe como é:
Ele rouba e mata um homem
Seja você ou seja o Pelé
Você e o Pelé morreriam igual
Então que morra o preconceito e viva a união racial
Quero ver essa música você aprender e fazer
A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista
É o que pensa que o racismo não existe
O pior cego é o que não quer ver
E o racismo está dentro de você
Porque o racista na verdade é um tremendo babaca
Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca
E desde sempre não pára pra pensar
Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar
E de pai pra filho o racismo passa
Em forma de piadas que teriam bem mais graça
Se não fossem o retrato da nossa ignorância
Transmitindo a discriminação desde a infância
E o que as crianças aprendem brincando
É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando
Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica
Ninguém explica
Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural
Todo mundo que é racista não sabe a razão
Então eu digo meu irmão
Seja do povão ou da "elite"
Não participe
Pois como eu já disse racismo é burrice
Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal
É hora de fazer uma lavagem cerebral
Mas isso é compromisso seu
Eu nem vou me meter
Quem vai lavar a sua mente não sou eu
É você.





Semana 5 - Vídeo-aula 18: EDH e Ambiente escolar


Esta vídeo aula traz apontamento importantes sobre o ambiente escolar, em que devemos buscar coerência entre teoria e prática.

Alguns fatores que favorecem um ambiente democrático e cooperativo na escola:

Assembleias escolares:


Regras com princípios morais e não só convencionais.


Auxiliar a resolução de conflitos, sem procurar culpados, mas buscando reparar os erros e percebendo-os como formas de aprendizagem. Conflitos = aprendizagem

Trabalhos em equipe favorecem as relações interpessoais conseguindo resultados melhores.


Alguns outros fatores que favorecem a educação em Direitos Humanos:
Diálogo com as famílias, sanções por reciprocidade, trabalho com dilemas, círculos restaurativos... E também vídeos, como o documentário abaixo, que promovam a reflexão sobre a temática, buscando fazer uma relação com a realidade do entorno na tentativa de melhorá-lo.


Trailler do documentário Marco Universal - Direitos Humanos

"Direitos Humanos
Valores inspiram, 
atitudes transformam"

Semana 5 - Vídeo-aula 17: Plano Nacional de educação em Direitos Humanos

Aida Monteiro traz a educação como uma das principais instituições para a concretização dos direitos humanos, pois sem os conhecimentos da escrita, matemática, dificilmente conseguimos dominar os nossos direitos sociais, políticos e econômicos.


A Educação em Direitos Humanos ajuda a humanizar as pessoas. Abaixo segue uma coletânea de vídeos que fala sobre essa humanização: Educar para Humanizar.

Em um trecho desse vídeo Rubem Alves fala que a educação deve estar ligada a vida, como algo a se aprender para viver melhor. Entretanto, a educação que vivenciamos ainda se parece mais com a letra da música do grande Gabriel, O pensador!

Estudo errado
Gabriel, O pensador


– Atenção pra chamada! Aderbal?
- Presente!
- Aninha?
- Eu!
- Carol?
- Presente!
- Douglas?
- Alô!
- Fernandinha?
- Tô aqui.
- Geraldo?
- Eu!
- Itamarzinho?
- Faltou.
- Juquinha?
Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada
Refrão
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...
Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.
Para finalizar um vídeo de reflexão:

Legião Urbana - Índios (Pluralidade Cultural)


Semana 4 - Vídeo-aula 16: Encaminhamentos pedagógicos: blog no ensino de ciências

A professora Mônica Fogaça, dando continuidade a última aula, aponta uma maneira de integrar a forma como jovem aprende com as necessidades da escola, dando significado ao que se aprende!


Achei a experiência relatada bem interessante e procurei outros blogs que surgiram com o mesmo intuito.

Sala Geo com conteúdos de geografia para o Ensino Médio;

Espichando a conversa... que tem como temática a língua portuguesa  e literatura;



Para quem ainda não aderiu a ideia pode ver o blog Boteco Escola que traz bons motivos para blogar!

Semana 4 - Vídeo-aula 15: Produção da identidade/diferença: culturas juvenis e tecnocultura




A vídeo aula da professor Mônica Fogaça traz questões muito importantes sobre os diferentes tipos de culturas juvenis e a tecnocultura.

A questão dos esteriótipos juvenis são de importante reflexão, pois há muitos preconceitos ligados as formas de expressão dos jovens. Abaixo uma música com muitas possibilidades de reflexão do Planta e Raiz :

Jovens
Planta e Raiz


Por ser jovem eu não tenho credibilidade
Olhando agora pra sua cara
Que eu estou me ligando em toda verdade
Você aí tiozão, monopolizou a cidade
Com sua caranga bacana já não mais engana a sociedade
Mercedes Benz, BMW
Enquanto o coitado do jovem luta
Para estudar, conseguir trabalho
Você diz que eu não sei, tá enganado
Me dê a oportunidade que eu logo lhe provo o contrário
Nós temos que lutar
Citar nossas condições
Nós temos que mudar
Rever nossas direções
Você me julgou pelo meu estilo
Meus panos, minhas tatuagens
Não contradizem tudo o que sinto
Então mais aí
Eu quero te ouvir
Portanto seja transparente
Fale de coisas que não faça rir
Se eu for de trem, chego atrasado
Você já vai logo dizer
Que eu to me drogando, fazendo algo errado
Me deixe crescer, eu sou agilizado
Se você me der a sua mão
Eu nunca vou querer o seu braço
Nós temos que lutar
Citar nossas condições
Nós temos que mudar
Rever nossas direções
Primeiro eu me mudo pra tentar mudar o mundo
Nada acontece assim num segundo
Não pulo no poço só porque você pulou
Você pulou, mas eu não pulo
Você pulou, mas eu não pulei
Nós temos que lutar
Citar nossas condições
Nós temos que mudar
Rever nossas direções


Para entender mais sobre a cibercultura procurei vídeos sobre a temática e achei um trabalho sobre sociologia da comunicação que traz algums conceitos de forma clara e leve, mostrando suas influências para as diferentes gerações. Vale a pena ver! Cibercultura

Um outro trabalho que me ajudou a entender os conceitos apresentados pela professora foi A escola diante das culturas juvenis: Reconhecer para dialogar. Abaixo segue resumo sobre o trabalho.

"Diversas manifestações culturais presentes na cidade – e com baixa visibilidade no espaço escolar – têm os jovens como atores principais. Os jovens criam espaços próprios de socialização que se transformam em territórios culturalmente expressivos e nos quais diferentes identidades são elaboradas. A cultura se manifesta como espaço social privilegiado de práticas, representações, símbolos e rituais. A produção das identidades, além de demarcar territórios de/sociabilidades e de práticas coletivas, põe em jogo interesses em comum que dão sentido ao “estar junto” e ao ser dos grupos. Nos territórios culturais juvenis delineam-se espaços de autonomia conquistados pelos jovens e que permitem a eles e elas transformar esses mesmos ambientes ressignificando-os a partir de suas práticas específicas. O artigo apresenta e discute processos sociais e culturais contemporâneos produtores das denominadas culturas juvenis e procura chamar a atenção para o necessário reconhecimento desses processos pela escola. Os grupos culturais juvenis são decisivos na socialização dos jovens que frequentam a escola de Ensino Médio que, além de alunos, são, também, sujeitos de outros espaços e tempos culturais da cidade."

Ainda falta muito para as escolas entenderem os diferentes tipos de cultura dos jovens, mais que isso, entender que "estamos  todos aí" e que não precismos ficar a sós, pois, como disse Henfil na tirinha do início da postagem, a juventude é uma caixinha de segredos! E pode ajudar a fazer deste um mundo melhor! =D