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sábado, 3 de novembro de 2012

Semana 7 Vídeo-aula 28: O fenômeno do Bullying


Kátia Pupo traz que Bullying são vários fenômenos de agressividade intencionais e repetidas sem motivo aparente, em que há desigualdade de poder. Sendo necessário para combatê-lo:

- Conscientização
- Sensibilizar a comunidade escolar
- Ambiente de confiança
- Criar escolas democráticas
- Estabelecer regras e limites claros
- Aplicar sanções sem tolerância em casos de bullying

Para trabalhos contra o bullying indicação a leitura da Coleção pode ou não pode? que é ideial para ser utilizada com crianças pequenas, trazendo orientações de trabalho para os professores!


Semana 7 Vídeo-aula 27: Práticas de cidadania


Professora Patrícia traz elementos necessários para a construção de projetos sociais:

1- Reconhecimento, caracterização e contextualização do campo
2- Parcerias com figuras chaves da comunidade
3- Demandas da comunidade
4- Problematizar as demandas e definição de projetos

Elaboração do projeto
1- Estabelecer os objetivos
2- Definição de público alvo
3- Metodologia e estratégia de intervenção
4- Resultados esperados
5- Cronograma

Fica clara a ideia de que só conhecendo bem a comunidade e buscando parcerias é possível fazer um projeto que realmente envolva o grupo.


Semana 6 Vídeo-aula 24: Diversidade/pluralidade cultural na escola


Utilizo uma tirinha do Tonucci que revela como a escola geralmente lida com a diversidade... procurando a padronização/formatação de todos!


Indicação de leitura: Programa Ética e Cidadania - MEC

Semana 6 Vídeo-aula 23: Assembleias escolares e democracia escolares


Muito bacana a experiência e o trabalho na Escola Comunitária de Campinas! O relato dos pais, de como as crianças levam essa experiência escolar para dentro de casa na tentativa de solucionar os seus problemas revela o quanto a prática fica incorporada para as crianças!

A escola trabalha com princípios de que todos têm lugar para expor o seu pensamento, fazer a suas críticas, propor novos trabalhos. A criança aqui é convidada a participar do processo de seu desenvolvimento moral.

O uso da linguagem descritiva, em que se critica fatos e não pessoas é fundamental para que o diálogo aconteça, falando sobre sentimentos e pensando em resolução dos conflitos e não procurando culpados e punições.

O professor, como mediador, deve estar preparado para conduzir o processo de assembleia, para garantir que os alunos reflitam sobre o problema

O professor Ulisses resalta que há grandes benefícios envolvidos nessa prática, como diminuição da violência e da indisciplina, mas que este não deve ser o motivador para fazer, e sim a construção de valores por parte das crianças.

Abaixo uma tirinha do Calvin falando sobre a democracia!


sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Semana 5 Vídeo-aula 20:Violência e educação


A professora traz como maior reflexão o cuidado para enxergar/perceber a violência através da citação:
"Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara."
Jose Saramago - Ensaio sobre a cegueira


Violência (Titãs)

O movimento começou, o lixo fede nas calçadas. 
Todo mundo circulando, as avenidas congestionadas. 
O dia terminou, a violência continua. 
Todo mundo provocando todo mundo nas ruas. 
A violência está em todo lugar. 
Não é por causa do álcool, 
Nem é por causa das drogas. 
A violência é nossa vizinha, 
Não é só por culpa sua, 
Nem é só por culpa minha. 
Violência gera violência. 
Violência doméstica, violência cotidiana, 
São gemidos de dor, todo mundo se engana... 
Você não tem o que fazer, saia pra rua, 
Pra quebrar minha cabeça ou pra que quebrem a sua. 
Violência gera violência. 
Com os amigos que tenho não preciso inimigos. 
Aí fora ninguém fala comigo. 
Será que tudo está podre, será que todos estão vazios? 
Não existe razão, nem existem motivos. 
Não adianta suplicar porque ninguém responde, 
Não adianta implorar, todo mundo se esconde. 
É difícil acreditar que somos nós os culpados, 
É mais fácil culpar deus ou então o diabo.
*``O crime é venerado e posto em uso por toda terra, 
De um pólo a outro se imolam vidas humanas. 
No reino de Zópito os pais degolam os próprios filhos, 
Seja qual for o sexo, desde que sua cara não lhes agrade.
Os coreanos incham o corpo da vítima a custa de vinagre 
E depois de estar assim inchado, matam-no a pauladas. 
Os irmãos Morávios mandavam matar com cócegas''
* Fragmentos de "Dissertação do Papa sobre o crime seguido de orgia'' (Marquês de Sade) 
Seleção: Branco Mello
 
Indicação de leitura:

Semana 5 Vídeo-aula 19:Podem a ética e a cidadania ser ensinadas?


A vídeo-aula do professor Jose Sergio Carvalho é de muita reflexão e traz um tema polêmico nos dias atuais: A formação ética dos alunos.
Em outra vídeo-aula já fiz alguns comentários sobre a minha opinião sobre uma ideia que o professor Jose Sergio defende, e que compartilho, a de que a escola de antigamente é muito diferente da atual! Pessoas que defendem que a escola pública já foi boa (e não é mais) não levam em conta muitas coisas, dentre elas de que a maioria das pessoas estavam FORA da escola. Dado importantíssimo que muda tudo!
O professor traz contribuições de pensadores da Grécia antiga para mostrar que a questão da formação ética não nada atual. Nos trechos que aponta nos revela a preocupação do ensino de ética e de quem poderia “ensiná-los”. Com a vídeo-aula fica claro que é função de TODOS o ensino da ética e não de uma disciplina, além da temática estar ligada mais as PRÁTICAS sociais que ao conteúdo em si, afinal de que adianta saber um conceito e agir de outra maneira?




terça-feira, 30 de outubro de 2012

Semana 4 Vídeo-aula 16:A construção de valores e a dimensão afetiva


Esta vídeo-aula traz a importância da afetividade para o ser humano, sendo fundamental para a construção da personalidade ética.

  “A vida afetiva, como a vida intelectual é uma adaptação contínua e as duas adaptações são, não somente paralelas, mas interdependentes, pois os sentimentos exprimem os interesses e os valores das ações, das quais a inteligência constitui a estrutura”


PIAGET, Jean. “A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação” Rio de Janeiro: LCT, 1971 (p. 271)

Semana 4 Vídeo-aula 15:Dimensões constitutivas do sujeito psicológico


Ulisses de Araújo traz que há quatro dimensões do sujeito psicológico: Biológico, cognitivo, afetivo, sócio-cultural, e que tentar analisar o ser humano sob uma dessas perspectivas somente leva ao reducionismo, pois as pessoas, complexas como são, precisam de uma rede de relações para serem compreendidas.
Esse conceito de ser humano traz uma importante reflexão para quem acredita que o problema das crianças seja, por exemplo, “a família desestruturada”. Saber que um fator é importante, mas não determinante na vida de uma pessoa leva a acreditar na possibilidade de mudança, e só isso já pode mudar muita coisa.


"Trago esta discussão porque sinto que falta a muitos educadores uma visão mais completa do que é o ser humano. Analisar e promover o desenvolvimento da inteligência infantil é algo inerente à função social atribuída à escola, mas não podemos perder a noção de totalidade, de que cada criança ali presente é muito mais do que um aparelho cognitivo. Ela é um ser que sente emoções, que tem fome, que vive imersa em relações com um universo objetivo e subjetivo, e que possui uma capacidade intelectual que lhe permite organizar e interpretar essas relações com o mundo interno e externo" (O Déficit Cognitivo e a Realidade Brasileira, de Ulisses Ferreira de Araújo - grifo meu)


Indicação de leitura:


domingo, 21 de outubro de 2012

Semana 3 Vídeo-aula 12: Perspectivas atuais da Educação em Valores


Nesta vídeo-aula, professor Ulisses, traz quatro movimentos para a articulação entre escola e comunidade...

1- Gestão por meio de um fórum
Abertura de discussão sobre ética e cidadania com a comunidade (calendário programado), para escolha de um tema que será o norteador dos projetos da escola.

2- Para fora da escola
No bairro, onde a temática acontece no dia a dia? Os alunos irão a campo estudar e entender os problemas que tem haver com a realidade cotidiana.



3- Para dentro da escola
Trazer os problemas de fora para dentro da escola... O problema do bairro passa ser também um problema da escola, que junto com os alunos irão buscar uma solução.

4- O protagonismo dos estudantes
Com isso, os alunos têm um papel mais ativo. Estão no centro do processo educativo, reconhecem o problema e tendem a querer solucioná-lo.

Semana 3 Vídeo-aula 11: Perspectivas atuais das Pesquisas em Psicologia moral


Viviane Pinheiro traz a reflexão sobre a importância da complexidade da construção dos valores e de as pesquisas avançaram no entendimento da mesma.
Ela aponta que o sujeito tem papel ativo na construção dos valores (Morais ou não) e que há valores centrais (mais fortes, que aparecem com mais força nas situações de conflito!) e periféricos, que serão determinados pelo do contexto do conflito. Afirma ainda que os valores são regulados pelos sentimentos e que a integração dos valores é que indicarão quais serão centrais ou periféricos.
Sendo algo tão complexo e que perpassa a vida cotidianamente é importante que se trabalhe dilemas morais, assim as crianças poderão reconhecer os sentimentos envolvidos em situações de conflito, percebendo quais são os valores centrais para si através de escolhas para a solução dos mesmos.



Essa tirinha ilustra bem a importância da vivência (ação) da moralidade... Muitas vezes na hora do conflito é que percebemos quais os sentimentos e valores são centrais nas nossas escolhas, por isso a importância de trabalhos que levem à reflexão sobre situações de conflito.

Semana 2 vídeo-aula 8: A construção psicológica dos valores



O professor traz a discussão de como se dá o processo de construção de valores, afirmando que:
“Os valores referem-se a trocas afetivas que o sujeito realiza com o exterior. Surgem da projeção de sentimentos positivos sobre objetos, e /ou pessoas, e /ou relações, e/ou sobre si mesmo”

Mostra, portanto, que é os valores são constituídos das mais variadas maneiras e que todas as nossas vivências contribuem para formar quem somos, e como o desenvolvimento é algo que só tem fim com a morte, todos podem mudar seus valores!
A tirinha do Quino, mostra como estamos sempre em processo de auto-conhecimento...  Mas o importante é que as mudanças ocorrem a todo momento! O Filipe (Personagem de Quino) pode (ou não) começar a sentir vergonha da sua preguiça e colocar um valor mais desejável no lugar. Estamos na torcida!! =)

Semana 2 vídeo-aula 7: Educação e ética


Um dos pontos que mais chamou a minha atenção nessa vídeo-aula foi a necessidade de mudança de paradigma em que a criança não era ouvida. Hoje vários autores defendem que é preciso levar em conta o que as crianças querem dizer e aprender!
Silenciar o que tem para dizerem é mostrar que sua opinião não é importante... 
Como querer cidadãos críticos depois?
Utilizo a tirinho do Calvin para ilustrar.


domingo, 23 de setembro de 2012

Semana 1 Vídeo-aula 4: A escola e a construção de valores


"As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem”. 
Chico Buarque

O professor Ulisses Araújo traz sete dimensões que podem influenciar na construção de valores. São eles:

1- Conteúdos escolares
2- Metodologia das aulas
3- Trabalho com valores
4- Relações interpessoais
5- Auto-estima
6- Auto conhecimento
7- Gestão Escolar

Ou seja, todo o ambiente escolar deve ser revisto! De uma dimensão mais pessoal, perpassando pelas relações interpessoais e construção de um currículo que proporcione a vivência de um ambiente cooperativo e democrático.

Como o professor Ulisses Araújo afirma, os Projetos Políticos Pedagógicos afirmam que querem formar cidadãos e sujeitos autônomos, mas em que momento isso é planejado efetivamente dentro do currículo?

De que adianta tantas tecnologias na educação se a metodologia continua a mesma?

Qual é a cobrança que se tem sobre respeito mútuo, cooperatividade dentro do currículo?

Como se dá a relação professor – aluno?

O que a escola tem feito para que os alunos conheçam seus sentimentos e reconheçam/respeitem os sentimentos dos outros?

Como essas crianças/adolescentes se vêem? O que é valor para eles?

A democracia é algo que muito ouvimos falar, mas que pouco vivenciamos efetivamente. Não é algo que se muda de um dia para outro... É um processo, com todas as complexidades e dificuldades que uma mudança pode trazer.

Penso que seria como o início da Inclusão... No início não se sabia o que fazer, mas com o tempo fomos vendo o que dá certo, qual o caminho a seguir.

Professor Pacheco traz um belo relato sobre mudanças fundamentais na educação...

 "Eu estava sozinho e sozinho não se faz nada... Projetos humanos são atos COLETIVOS!" (Professor Pacheco)

"Aprender é surpreender-se com os outros" (Professor Pacheco) 


Semana 1 Vídeo-aula 3: O juízo moral na criança



A Mafalda, do cartunista argentino Quino, menininha que apesar de pequena, sabe tanto da vida, nos mostra que o uso AUTORITÁRIO que faz sua mãe (autoridade) não a convence do porque deveria lhe obedecer!
Quantas vezes as crianças nos questionam, e não temos paciência de explicar a necessidade da regra? E quantas vezes essa regra tem realmente necessidade de existir?
Ah! Todos querem crianças obedientes!!! Mas no momento em que as crianças questionam, querem saber os limites do que podem ou não, cadê a paciência de explicar? E se a resposta é sempre autoritária, porque também é a mais fácil, pois não é preciso pensá-la para responder... “Porque EU quero” “Porque EU estou mandando” nossos pequenos não saberão que há outras opções disponíveis!
Certa vez, em uma reunião de pais, conversávamos sobre obediência... Pedi que alguém descrevesse uma situação que tivesse dificuldade com a criança. Uma mãe conta que certa vez pediu que a filha fosse tomar banho... mas que ela se recusou. (Situação pouco conhecida, não é mesmo? rs) A mãe relata que explica para sua filha que ela está suja e que está na hora de parar de brincar e ir tomar banho, mas sua filha pergunta: Por que você não vai primeiro?
Essa pequena, de apenas 4 anos, assim como a Mafalda, quer entender porque temos que fazer o que pedem o tempo todo?
Se EU tenho que cumprir a regra, e você?
Quem manda nunca obedece?
Conhecer o processo de desenvolvimento da construção da autonomia moral é importante para que momentos como esse sejam valorizados e assim mostrar que o diálogo é possível!
Ah, a mãe relata que ficou combinado assim... Ela tomaria banho primeiro e logo após, sua filha!
Essa era a sua única opção?
Poderia ter dito... Você vai tomar banho porque EU estou mandando! E então arrumar um belo chororô, além do mais preocupante, reforçar que a AUTORIDADE MANDA! Quando na verdade não precisa ser assim.
Dizem que hoje as crianças fazem tudo o que querem, alguns diriam até que a filha estava mandando na mãe. Discordo! O adulto é sim autoridade, e é ele quem sabe (ou pelo menos deveria saber) o que é melhor para a criança, mas é possível que isso seja feito com respeito mútuo, permitindo então, que o AMOR seja maior que o MEDO.