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domingo, 5 de maio de 2013

Semana 7 - Vídeo-aula 26: O papel da escola no processo educativo de Direitos Humanos.


A aula discute a Educação como um direito social básico que deve contribuir para humanização de todas as pessoas. É papel da escola garantir uma educação que possibilite às pessoas a terem consciência e conhecimento dos seus direitos e deveres, através de práticas pedagógicas que contribuam para a problematização, a crítica e a construção do conhecimento nas diversas áreas do currículo, dialogando com os conhecimentos de direitos humanos.
Aida Monteiro questiona o papel da escola para a contribuição dos Direitos Humanos, caracterizando este como um espaço de socialização, em que aprendemos e construímos diferentes aprendizagens, que se dão em vários campos: cognitivo, emocional...

A escola pode ser o lugar em que nos tornamos mais humanos, solidários e compreensivos.

A professora aponta que para trabalhar uma proposta de educação para o respeito e ampliação dos DH é preciso ter INTENCIONALIDADE.

A escola deve desenvolver ações democráticas, com ações direta aos sujeitos, não só uma democracia por representatividade. Deve-se trabalhar valores e atitudes que fortaleçam a valorização dos DHs.

 “Se podemos aprender a ser racista, discriminatório, homofóbico, preconceituosos, 
também podemos prender a não ser!” Nelson Mandela

Podemos aprender a ser solidários, tolerantes e isso é processo. E a escola é esse espaço de diálogo permanente com conhecimento e também valores e atitudes que levam a ação.

Temos direitos que ainda não foram conquistados!

Respeitar as opções das pessoas. Independente do que seja!
  
Metodologia: Aprender para fazer a crítica. Diálogo como dinâmica permanente.

Trabalhar com as diferentes linguagens.
Ex: Falar sobre o ECA a partir das músicas.

Clipe da música "Criança não trabalha" do grupo Palavra cantada que pode ser um disparador de estudo.

Exposição de fotos com o tema: Contra o trabalho infantil.

Não podemos ser pontuais! Para mudar mentalidades é preciso repensar, criar uma contra cultura a favor dos DHs.

A sociedade precisa assumir a escola como um bem social! Defesa da escola para todos!

Semana 7 - Vídeo-aula 25: Comitês de EDH: Parcerias possíveis.


Sinara Zardo apresenta a função dos Comitês de Educação em Direitos Humanos, sendo uma importante parceria para colocar em prática a EDH nas escolas.
Os comitês trabalham para formular política; deliberar estratégias de implementação dessa política e de monitoramento sobre a violação dos direitos humanos, sendo um instrumento de defesa. É composto por diferentes profissionais e movimentos sociais.
Abaixo segue uma tirinha que faz uma crítica a nomeação de Marco Feliciano para a COMISSÃO dos Direitos Humanos. A sociedade tem feito muitas críticas, pois em vários momentos o deputado e pastor teve falas discriminatórias e preconceituosas. Entretanto, a vontade do povo ainda não foi levada em consideração!


Semana 6 - Vídeo-aula 22: EDH, inclusão e acessibilidade


                                                                                Imagem do site

A aula traz como discussão a inclusão escolar dos alunos da Educação Especial na perspectiva do direito e na perspectiva do direito humano à educação, tratando a acessibilidade como uma categoria que traz a questão da dignidade da participação e da autonomia aos alunos com deficiência.

Imagem do site www.bengalalegal.com

A professora Sinara Zardo faz uma contextualização histórica sobre como eram vistas e excluídas de diferentes maneiras as pessoas com deficiência.

Na Idade média, a igreja passa a aceitar as pessoas com deficiência, mas são atreladas ao pecado, sendo alvo de institucionalização

Devido às mudanças trazidas com a modernidades da saúde, passam pela fase da medicalização, em que se buscava por curar algo que não tinha cura.

Com a Contemporaneidade veio a ideia de Integração, com diversas políticas e discussões sobre acessibilidade para dar autonomia. Neste contexto era a pessoa com deficiência quem tinha que se adequar à sociedade.

Com o aprofundamento das discussões sobre o tema, chega-se a um novo conceito, o de Inclusão, em que a escola é que tem que aceitar e identificar as necessidades das pessoas com deficiência, questionando a padronização do sistema de ensino.

Muito dos avanços devem-se também as legislações e decretos sobre a temática, como: 

Constituição de 88
art. 205 -Direito de todos a educação!
art 208 – Atendimento Educacional Especializado como direito assegurado.

LDB 93964-96
Asseguram currículo adaptado
Escolarização
Atendimento Educacional Especializado - AEE

 6571- 2008 Decreto
Duplo financiamento
Política de financiamento. Suporte a inclusão.

Para a construção de uma sociedade efetivamente democrática, é preciso garantir acessibilidade:
*arquitetônica
*pedagógica
*comunicação
*tecnologias de comunicação e informação


O professor deve ver a igualdade no sentido do direito. Considerando as diferenças, deficiências e necessidades educacionais especiais desses alunos, pois assim como ilustra a imagem abaixo, a igualdade de direitos deve garantir as mesmas condições de acesso e não privilégios.

Semana 6 - Vídeo-aula 21: EDH na sala de aula


A professora Ana Maria Klein traz que o processo de ensino e aprendizagem é uma síntese do que o estudante traz com ele, mas também o que o professor traz! É um processo que deve se levar em consideração o contexto todo.
Na aprendizagem é necessário abertura pessoal, é preciso querer aprender! Abertura ao novo, acrescentando ao que já se sabe. Incorpora-se a maneira de olhar o mundo, podendo mudar a maneira de olhar o mundo ou não. 


Quando se aprende algo de fato, isso te transforma!

Sujeito deve ser a figura central do processo – Formação do pensamento crítico. Não é aprender um conteúdo.

A educação em Direitos Humanos deve estar no currículo de forma interdisciplinar e transversal. São discussões que devem ter relação com a vida das pessoas. 

Verificar quais são os interesses dos alunos. Temas que podem ser problematizados. Aproximam a vida ao currículo formal. Deve ser um tema relevante socialmente. Ex: Desigualdade entre homens e mulheres. 

Eu aprendo na realidade e da realidade.

 Metodologia

ABP – Aprendizagem Baseada em Problemas:

Transformar concepções em práticas pedagógicas
Metodologia ativa
Problematizar a realidade
Questionar o problema – Problematizar algo que é dado como natural. Ex: Desigualdade de gênero.
Ação investigativa sobre um problema real
Desenvolver projetos: Caráter coletivo – Aprender a trabalhar junto.
Enfrentar as dificuldades que se tem em trabalhar junto.  Divisão de trabalho e de responsabilidades.


Olhar para a realidade com o foco nos Direitos Humanos. Ex: Trabalho infantil, é um direito violado constantemente. Pode-se identificar os direitos com os alunos e questionar a realidade que os cerca. Quando forem realidades muito distantes dos problemas é necessário mostrar esse outro contexto.

Retirado do site.


Semana 5 - Vídeo-aula 18: EDH e Ambiente escolar


Esta vídeo aula traz apontamento importantes sobre o ambiente escolar, em que devemos buscar coerência entre teoria e prática.

Alguns fatores que favorecem um ambiente democrático e cooperativo na escola:

Assembleias escolares:


Regras com princípios morais e não só convencionais.


Auxiliar a resolução de conflitos, sem procurar culpados, mas buscando reparar os erros e percebendo-os como formas de aprendizagem. Conflitos = aprendizagem

Trabalhos em equipe favorecem as relações interpessoais conseguindo resultados melhores.


Alguns outros fatores que favorecem a educação em Direitos Humanos:
Diálogo com as famílias, sanções por reciprocidade, trabalho com dilemas, círculos restaurativos... E também vídeos, como o documentário abaixo, que promovam a reflexão sobre a temática, buscando fazer uma relação com a realidade do entorno na tentativa de melhorá-lo.


Trailler do documentário Marco Universal - Direitos Humanos

"Direitos Humanos
Valores inspiram, 
atitudes transformam"

Semana 5 - Vídeo-aula 17: Plano Nacional de educação em Direitos Humanos

Aida Monteiro traz a educação como uma das principais instituições para a concretização dos direitos humanos, pois sem os conhecimentos da escrita, matemática, dificilmente conseguimos dominar os nossos direitos sociais, políticos e econômicos.


A Educação em Direitos Humanos ajuda a humanizar as pessoas. Abaixo segue uma coletânea de vídeos que fala sobre essa humanização: Educar para Humanizar.

Em um trecho desse vídeo Rubem Alves fala que a educação deve estar ligada a vida, como algo a se aprender para viver melhor. Entretanto, a educação que vivenciamos ainda se parece mais com a letra da música do grande Gabriel, O pensador!

Estudo errado
Gabriel, O pensador


– Atenção pra chamada! Aderbal?
- Presente!
- Aninha?
- Eu!
- Carol?
- Presente!
- Douglas?
- Alô!
- Fernandinha?
- Tô aqui.
- Geraldo?
- Eu!
- Itamarzinho?
- Faltou.
- Juquinha?
Eu tô aqui pra quê?
Será que é pra aprender?
Ou será que é pra sentar, me acomodar e obedecer?
Tô tentando passar de ano pro meu pai não me bater
Sem recreio de saco cheio porque eu não fiz o dever
A professora já tá de marcação porque sempre me pega
Disfarçando, espiando, colando toda prova dos colegas
E ela esfrega na minha cara um zero bem redondo
E quando chega o boletim lá em casa eu me escondo
Eu quero jogar botão, vídeo-game, bola de gude
Mas meus pais só querem que eu "vá pra aula!" e "estude!"
Então dessa vez eu vou estudar até decorar cumpádi
Pra me dar bem e minha mãe deixar ficar acordado até mais tarde
Ou quem sabe aumentar minha mesada
Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?)
Não. De mulher pelada
A diversão é limitada e o meu pai não tem tempo pra nada
E a entrada no cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!)
A rua é perigosa então eu vejo televisão
(Tá lá mais um corpo estendido no chão)
Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei nem o que é inflação
- Ué não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino
Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e conseqüências só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porque" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa
O sistema bota um monte de abobrinha no programa
Mas pra aprender a ser um ingonorante (...)
Ah, um ignorante, por mim eu nem saía da minha cama (Ah, deixa eu dormir)
Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)
Vamos fugir dessa jaula!
"Hoje eu tô feliz" (matou o presidente?)
Não. A aula
Matei a aula porque num dava
Eu não agüentava mais
E fui escutar o Pensador escondido dos meus pais
Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam
(Esse num é o valor que um aluno merecia!)
Íííh... Sujô (Hein?)
O inspetor!
(Acabou a farra, já pra sala do coordenador!)
Achei que ia ser suspenso mas era só pra conversar
E me disseram que a escola era meu segundo lar
E é verdade, eu aprendo muita coisa realmente
Faço amigos, conheço gente, mas não quero estudar pra sempre!
Então eu vou passar de ano
Não tenho outra saída
Mas o ideal é que a escola me prepare pra vida
Discutindo e ensinando os problemas atuais
E não me dando as mesmas aulas que eles deram pros meus pais
Com matérias das quais eles não lembram mais nada
E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada
Refrão
Encarem as crianças com mais seriedade
Pois na escola é onde formamos nossa personalidade
Vocês tratam a educação como um negócio onde a ganância, a exploração, e a indiferença são sócios
Quem devia lucrar só é prejudicado
Assim vocês vão criar uma geração de revoltados
Tá tudo errado e eu já tou de saco cheio
Agora me dá minha bola e deixa eu ir embora pro recreio...
Juquinha você tá falando demais assim eu vou ter que lhe deixar sem recreio!
Mas é só a verdade professora!
Eu sei, mas colabora se não eu perco o meu emprego.
Para finalizar um vídeo de reflexão:

Legião Urbana - Índios (Pluralidade Cultural)


sábado, 4 de maio de 2013

Semana 4 - Vídeo-aula 14: Dimensões da EDH


A professora Ana Maria Klein apresenta as dimensões da EDH:
  •  Conhecimentos historicamente construídos sobre direitos humanos e suas relações em vários contextos;
  • Valores, atitudes e práticas que expressem os DHs;
  • Construção de processos metodológicos participativos e coletivos;
  • Fortalecer práticas individuais e sociais em favor dos DH

As três dimensões para a Educação em Direitos Humanos são:
  1. conhecer para saber que existe;
  2. valorar, preciso achar aquilo importante, preciso quer aquilo para a minha vida;
  3. gir, para poder mudar uma determinada situação.
Estas devem ser trabalhadas de forma complementar e integrada.

Abaixo uma Mostra de fotografia Direitos Humanos, mais Fotos.


"Todos nascemos livres e somos iguais em dignidade e direito". Marcos Limonti


Um vídeo sobre Educação Infantil em Direitos Humanos, mostrando que o assunto deve ser tratado desde a mais muito cedo.

E mais alguns artigos:













Semana 4 - Vídeo-aula 13: Histórico da EDH – documentos referência


Para poder garantir os direitos é preciso conhecê-los! E a escola é uma ferramenta fundamental para isso. Com o acesso a esse conhecimento protegemos a criança, preparando-a para assumir responsabilidades e ser uma cidadã ativa, buscando o exercício da cidadania.

Os estudos em Direitos Humanos pode iniciado a partir de pequenos filmes que tratem do assunto.




Os vídeos podem ser disparadores de temas que as próprias crianças vão identificando. O professor deve questionar a criança e buscar que a criança também comece a se perguntar sobre os problemas vivenciados, causando um estranhamento sobre a violência.

Há materiais indicados especificamente para as crianças, mas o professor deve ampliar seus estudos para garantir uma boa discussão com as crianças.



Semana 3 - Vídeo-aula 10: EDH no Brasil

Nazaré Zenaide traz um histórico sobre a Educação em Direitos Humanos no Brasil, retomando alguns pontos históricos que influenciaram esse processo, como por exemplo a Ditadura Militar de 1964.

Com tantas restrição das liberdades, como falar em educação em direitos humanos? As dificuldades deram forças para as pessoas se mobilizarem e lutar contra a ditadura. Hoje já não vivenciamos as torturas e as repressões nas mesmas dimensões que antes, mas ainda falta muito para sermos uma sociedade democrática de verdade.


A função da escola na educação em direito humanos é INDIGNAR as crianças, ensinando desde pequenos que não devem aceitar as violências como se fosse algo natural.
Eu como professora de educação infantil costumo questionar as crianças (3 a 6 anos) que fazem parte da turma que trabalho. Toda vez que me solicitam, em busca de uma solução para o seu problema, pergunto o que fez para resolver... É frequente vieram me contar que alguém bateu, machucou ou tomou algo e então pergunto: E o que foi que você fez com relação a isso?
Só a pergunta já traz um estranhamento às crianças que estão acostumadas a terem alguém para resolver tudo para elas. Afinal, o que poderiam fazer?
Dizer o que sente, que não gostou, fazê-lo tentar reparar o erro é educar em Direitos Humanos!
Questões como essas ensinam as crianças a se indignarem com as violências!
Ensinam que precisam ser autônomas, não podem esperar que alguém faça algo!
Não é isso que desejamos aos pequenos?


Semana 3 - Vídeo-aula 9: Sujeito de direitos



O professor Guilherme de Almeida traz como tema a constituição do sujeito de direito, que é um objetivo central na educação em direitos humanos.

Ao tratar do tema retoma o Estatuto da criança e do adolescente (ECA).

E ao falar de violência na infância me lembro de um documentário que mostra bem as diferentes infâncias que os pequenos vivenciam, o filme Crianças Invisíveis.

Cena do documentário - Crianças Invisíveis

O que está para além da violência e que é contrário a ela, é o uso da palavra.” (Paul Ricoeur)

O professor Guilherme traz uma importante discussão sobre a importância do diálogo. Na graduação temos muitas aulas de didática e metodologia, mas não nos ensinam a como falar com as crianças! O diálogo, que é, ou deveria ser, o nosso instrumento de trabalho muitas vezes dá lugar às ordens e a falta de respeito às crianças. Conheci um autor, Haim Ginott, que estuda sobre o assunto e de forma bem simples traz exemplos e apresenta como metodologia a linguagem descritiva, que orienta a falar sem fazer julgamento das pessoas. Adele Faber e Elaine Mazlish deram continuidade aos estudos de Ginott e tem alguns livros sobre o assunto também.

Uma das concepções destes autores é que os sentimentos são todos permitidos, mas as ações não! Ao aceitar o que a pessoa sente, a defesa baixa a guarda e então consegue-se ter um diálogo melhor.

Alguns livros sobre o assunto que muito me ajudaram a rever minha prática!