A professora Roseli Fischmann fala sobre a questão religiosa no contexto da educação. Traz pontos de vistas legais e afirma a importância de tratar o tema com respeito e garantia de direitos.
Apesar das leis ainda há muita discriminação! Por isso é importante que as crianças conheçam seus direitos! Isso dará forças para brigar pela garantia dos mesmos.
Roseli Fischmann traz um tema polêmico dentro das questões de identidade e diferença, a RELIGIÃO! Sabemos que cada ser humano é diferente de outro. Cada um tem a sua origem familiar, mora em um determinado bairro, torce para um time... São esses alguns dos elementos que compõe a diversidade. Algo de fora, que de alguma forma se constrói dentro e depois volta de novo para a sociedade construindo a pluralidade humana.
Há um lugar da religião na construção da identidade. Há pessoas que não crêem e nem por isso eles tem menos identidade ou menos valores. Todos os modos de crer e não crer tem o mesmo valor.
Diversidade religiosa - Essa diferença na religião não é desigualdade! A diferença é um DIREITO!
Religião e cidadania – Perante o Estado todos somos iguais. Escolha religiosa ou herança não dá direito de acharem que há só uma verdade.
O tema das religiões tem âmbito histórico, antropológico, sociológico, político e filosófico. A escolha individual ou não crer se dá no âmbito da consciência, do foro íntimo, portanto, inviolável. A diversidade religiosa garante a diferença, mas nada tem que ver com a desigualdade (Diferentes somos todos – PCNs – Pluralidade cultural).
É a laicidade do Estado que garante a todos e todas o direito de sua crença – ou descrença – respeitados os direitos de todos e todas, sendo o fundamento da diversidade religiosa.
A professora Claudia Vianna afirma que gênero e sexualidade são socialmente construídos, e portanto escola e mídia são ferramentas importantes para o reconhecimento de algumas diferenças
ou para a exclusão social, ouportanto,
a perpetuação da desigualdade social.
Questões de gênero e sexualidade são temas transversais dentro do
currículo. Os PCNs trazem discussões sobre o assunto, mas ainda há muitas críticas ao caráter centralizador prescritivo, precária aplicação
das diretrizes, falta de formação inicial e continuada do professor para dar conta
da temática.
Em alguns materiais há uma subordinação do tema: Corpo, saúde e doença. Não se dá destaca a diversidade
sexual.
É preciso sair da heteronormatividade! Sair da naturalização e da reprodução de estereótipos de gênero.
Trabalhar com diferentes modelos de feminilidade e masculinidade. É preciso ainda a análise crítica dos livros escolares e materiais que desconhecem a
discussão de gênero.
“Tirar as hierarquias das diferenças individuais e coletivas que
nos constituem para que elas não se transformem em desigualdades”.
Abaixo dicas de filmes de mostram a luta pela desconstrução dos modelos vigentes.
A discussão sobre as questões de gênero nasce no contexto das lutas sociais, em busca de cidadania. A professora Cláudia Viana traz o histórico da luta do Movimento Feminista, em que os direitos foram adquiridos na luta coletiva. São separados em dois momentos:
1ª onda: Séc. 19 – Europa e EUA.
Direito ao voto! Sufragismo.
2ª onda: Aprofundamento das questões sociais e políticas. Luta
contra o pratriarcado. Dominação do pai e do marido.
Houveram mudanças significativas a base de muita luta e cada vez mais a mulher ocupa espaço na sociedade, entretanto, ocupa mais cargos, pois continua a ser cobrada por um papel que a sociedade persiste em afirmar que é seu: Dona de casa e mãe.
Cenas como a tirinha abaixo não cansam de se repetir! Homens que querem assumir seu papel como pais encontram dificuldades na sociedade machista e hierarquizada em que vivemos!
O movimento LGBT luta pelo direito humano básico de escolher a quem e como amar. Além da luta contra a repressão sexual e patologização do homossexualismo.
Naturalização de ser FEMININA! Aprende-se a ser mulher, não se
nasce sabendo! Assim como se aprende a ser preconceituoso e machista!
"O gênero é um elemento constitutivo das relações sociais baseadas na
O professor Cesar Rodrigues inicia a aula apontando os lugares nos quais ocorrem as produções das identidades e das diferenças entre os/dos discentes, que são:
Parental
Comunidade
Escola
Mídia
No ambiente escolar é importante:
Fazer um perfil da comunidade;
Identificar as facilidades e dificuldades para trabalhar com as manifestações culturais encontradas;
Não tratar de temas culturais somente em datas comemorativas;
Fazer projetos interdisciplinares;
Utilizar a literatura para promover a discussão e falar dos sentimentos.
O professor Cesar Rodrigues apresenta a diferença entre raça e etnia, afirmando que cabe aos professores refletir e proporcionar discussão sobre as temáticas etnicorraciais.
Abaixo vídeo da Unicef sobre a temática:
Pesquisa, com respostas que doem na alma, revela a visão deturpada da criança negra sobre si mesma sobre influência do racismo.
Para fechar, música do Gabriel, O pensador sobre o Racismo!
Racismo é burrice
Salve, meus irmãos africanos e lusitanos, do outro lado do oceano "O Atlântico é pequeno pra nos separar, porque o sangue é mais forte que a água do mar" Racismo, preconceito e discriminação em geral; É uma burrice coletiva sem explicação Afinal, que justificativa você me dá para um povo que precisa de união Mas demonstra claramente Infelizmente Preconceitos mil De naturezas diferentes Mostrando que essa gente Essa gente do Brasil é muito burra E não enxerga um palmo à sua frente Porque se fosse inteligente esse povo já teria agido de forma mais consciente Eliminando da mente todo o preconceito E não agindo com a burrice estampada no peito A "elite" que devia dar um bom exemplo É a primeira a demonstrar esse tipo de sentimento Num complexo de superioridade infantil Ou justificando um sistema de relação servil E o povão vai como um bundão na onda do racismo e da discriminação Não tem a união e não vê a solução da questão Que por incrível que pareça está em nossas mãos Só precisamos de uma reformulação geral Uma espécie de lavagem cerebral
Racismo é burrice
Não seja um imbecil Não seja um ignorante Não se importe com a origem ou a cor do seu semelhante O quê que importa se ele é nordestino e você não? O quê que importa se ele é preto e você é branco Aliás, branco no Brasil é difícil, porque no Brasil somos todos mestiços Se você discorda, então olhe para trás Olhe a nossa história Os nossos ancestrais O Brasil colonial não era igual a Portugal A raiz do meu país era multirracial Tinha índio, branco, amarelo, preto Nascemos da mistura, então por que o preconceito? Barrigas cresceram O tempo passou Nasceram os brasileiros, cada um com a sua cor Uns com a pele clara, outros mais escura Mas todos viemos da mesma mistura Então presta atenção nessa sua babaquice Pois como eu já disse racismo é burrice Dê a ignorância um ponto final: Faça uma lavagem cerebral
Racismo é burrice
Negro e nordestino constróem seu chão Trabalhador da construção civil conhecido como peão No Brasil, o mesmo negro que constrói o seu apartamento ou o que lava o chão de uma delegacia É revistado e humilhado por um guarda nojento Que ainda recebe o salário e o pão de cada dia graças ao negro, ao nordestino e a todos nós Pagamos homens que pensam que ser humilhado não dói O preconceito é uma coisa sem sentido Tire a burrice do peito e me dê ouvidos Me responda se você discriminaria O Juiz Lalau ou o PC Farias Não, você não faria isso não Você aprendeu que preto é ladrão Muitos negros roubam, mas muitos são roubados E cuidado com esse branco aí parado do seu lado Porque se ele passa fome Sabe como é: Ele rouba e mata um homem Seja você ou seja o Pelé Você e o Pelé morreriam igual Então que morra o preconceito e viva a união racial Quero ver essa música você aprender e fazer A lavagem cerebral
Racismo é burrice
O racismo é burrice mas o mais burro não é o racista É o que pensa que o racismo não existe O pior cego é o que não quer ver E o racismo está dentro de você Porque o racista na verdade é um tremendo babaca Que assimila os preconceitos porque tem cabeça fraca E desde sempre não pára pra pensar Nos conceitos que a sociedade insiste em lhe ensinar E de pai pra filho o racismo passa Em forma de piadas que teriam bem mais graça Se não fossem o retrato da nossa ignorância Transmitindo a discriminação desde a infância E o que as crianças aprendem brincando É nada mais nada menos do que a estupidez se propagando Nenhum tipo de racismo - eu digo nenhum tipo de racismo - se justifica Ninguém explica Precisamos da lavagem cerebral pra acabar com esse lixo que é uma herança cultural Todo mundo que é racista não sabe a razão Então eu digo meu irmão Seja do povão ou da "elite" Não participe Pois como eu já disse racismo é burrice Como eu já disse racismo é burrice
Racismo é burrice
E se você é mais um burro, não me leve a mal É hora de fazer uma lavagem cerebral Mas isso é compromisso seu Eu nem vou me meter Quem vai lavar a sua mente não sou eu É você.
A professora Mônica Fogaça, dando continuidade a última aula, aponta uma maneira de integrar a forma como jovem aprende com as necessidades da escola, dando significado ao que se aprende!
A vídeo aula da professor Mônica Fogaça traz questões muito importantes sobre os diferentes tipos de culturas juvenis e a tecnocultura.
A questão dos esteriótipos juvenis são de importante reflexão, pois há muitos preconceitos ligados as formas de expressão dos jovens. Abaixo uma música com muitas possibilidades de reflexão do Planta e Raiz :
Jovens Planta e Raiz
Por ser jovem eu não tenho credibilidade Olhando agora pra sua cara Que eu estou me ligando em toda verdade Você aí tiozão, monopolizou a cidade Com sua caranga bacana já não mais engana a sociedade Mercedes Benz, BMW Enquanto o coitado do jovem luta Para estudar, conseguir trabalho Você diz que eu não sei, tá enganado Me dê a oportunidade que eu logo lhe provo o contrário
Nós temos que lutar Citar nossas condições Nós temos que mudar Rever nossas direções
Você me julgou pelo meu estilo Meus panos, minhas tatuagens Não contradizem tudo o que sinto Então mais aí Eu quero te ouvir Portanto seja transparente Fale de coisas que não faça rir
Se eu for de trem, chego atrasado Você já vai logo dizer Que eu to me drogando, fazendo algo errado Me deixe crescer, eu sou agilizado Se você me der a sua mão Eu nunca vou querer o seu braço
Nós temos que lutar Citar nossas condições Nós temos que mudar Rever nossas direções
Primeiro eu me mudo pra tentar mudar o mundo Nada acontece assim num segundo Não pulo no poço só porque você pulou Você pulou, mas eu não pulo Você pulou, mas eu não pulei
Nós temos que lutar Citar nossas condições Nós temos que mudar Rever nossas direções
Para entender mais sobre a cibercultura procurei vídeos sobre a temática e achei um trabalho sobre sociologia da comunicação que traz algums conceitos de forma clara e leve, mostrando suas influências para as diferentes gerações. Vale a pena ver! Cibercultura
"Diversas manifestações culturais presentes na cidade – e com baixa visibilidade no espaço escolar – têm os jovens como atores principais. Os jovens criam espaços próprios de socialização que se transformam em territórios culturalmente expressivos e nos quais diferentes identidades são elaboradas. A cultura se manifesta como espaço social privilegiado de práticas, representações, símbolos e rituais. A produção das identidades, além de demarcar territórios de/sociabilidades e de práticas coletivas, põe em jogo interesses em comum que dão sentido ao “estar junto” e ao ser dos grupos. Nos territórios culturais juvenis delineam-se espaços de autonomia conquistados pelos jovens e que permitem a eles e elas transformar esses mesmos ambientes ressignificando-os a partir de suas práticas específicas. O artigo apresenta e discute processos sociais e culturais contemporâneos produtores das denominadas culturas juvenis e procura chamar a atenção para o necessário reconhecimento desses processos pela escola. Os grupos culturais juvenis são decisivos na socialização dos jovens que frequentam a escola de Ensino Médio que, além de alunos, são, também, sujeitos de outros espaços e tempos culturais da cidade."
Ainda falta muito para as escolas entenderem os diferentes tipos de cultura dos jovens, mais que isso, entender que "estamos todos aí" e que não precismos ficar a sós, pois, como disse Henfil na tirinha do início da postagem, a juventude é uma caixinha de segredos! E pode ajudar a fazer deste um mundo melhor! =D