quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Semana 7 - Vídeo-aula 28: Depressão na infância e adolescência

Apesar do modismo esse é uma doença cada vez mais presente na vida das pessoas...
Muitas vezes, um abraço, ter alguém em que se possa confiar e falar sobre o que se sente já melhora bem! Mas é sempre aconselhável que se procure um especialista para um tratamento certo.



Semana 7 - Vídeo-aula 27: Stress e ansiedade na infância e na adolescência


Que o Calvin não gosta muito da escola e de lição de casa todos já sabem, mas a questão é que as cobranças estão cada vez maiores para todos e nem as crianças escapam disso!

Agenda cada vez mais cheia... preencher cada horário da criança com atividades que estimulem o desenvolvimento, conflitos que sequer conseguem entender o que sentem, quem dirá saber resolvê-los...

A doença do mundo capitalista e globalizado já pegou até os pequenos! =/



Os adultos devem estar atentos e lembrar que o ócio também deve ser valorizado... 

Segue o link com 5 respostas sobre o estresse infantil em Rede Nacional Primeira Infância.

Semana 6 - Vídeo-aula 24: Mídia e comportamento


O professor Li Li Min e professora Lilia trazem que o bombardeio de informações que estamos expostos  traz sérias consequência para a construção dos nossos valores.

A mídia influencia muito o comportamento infantil e juvenil, pois estas são fases de grandes transformações e vulnerabilidade. 

A mídia vem roubando espaço de socialização, uma vez que as pessoas tem preferido estar mais com amigos virtuais. Nesse ambiente é fácil evitar situações que nos desagradam... A resolução está a um clique!


Segundo a profesosra Lilia as crianças/jovens  são expostas a 10.000 cenas de violência por ano e 15.000 cenas com referencias sexuais...

Do que adianta falar sobre resolução de conflito e sexualidade se o que têm acesso na mídia é muito mais intenso ao que se discute?

O excesso pode trazer outras consequências, ligadas ao atraso do desenvolvimento psico motor, transtornos alimentares entre outros.

A violência geralmente aparece de forma divertida e glamourosa, sendo que os filmes infantis apresentam violência como meio de resolver conflitos com o inimigo!!! Tratam a violência como algo natural e comum.

Trazer criticidade nas escolhas e orientações ao pais deve fazer parte do currículo escolar!

Filmes alternativos como "Princípes e Princesas" de Michael Ocelot trazem muitas reflexões para as crianças, afinal não é comum o mocinho ficar com a bruxa!

Entretanto filmes como esse são pouco divulgados e difíceis de serem encontrados! E isso tudo tem uma razão... Educar para a criticidade pode ser um risco muito grande na sociedade capitalista em que vivemos... Quem está no poder quer permanecer!

Abaixo algumas músicas que criticam a mídia!

Tá na Mídia

Arnaldo Brandão


Eu acordo de manhã
E não sei mais quem eu sou
No Espelho tem um outro
Um andróide um pós-eu
Um sorriso congelado
Esculpiu a minha cara
E uma baba escorria
Eu nao entendia nada
Na verdade, na mentira
A realidade é estar na mídia
No conforme da certeza, na orgia do consumo
Te conheço de outras luas
Os meus olhos são seqüelas
E o quarto tá escuro
A tua imagem é imensa
E eu to pra lá de tudo
No deserto o grão de areia
Entre o sonho e o delírio
Que a tudo se assemelha
Na verdade, na mentira
A realidade é estar na mídia
É a voz da propaganda embutindo os sentidos
Salivando por devotos Promovendo o fanatismo
Projetando divindades
Com paixão e violência
Baixo nível de maldades pra aumentar a audiência
Na verdade, na mentira
A realidade é estar na mídia
No conforme da certeza, na orgia do consumo
Todo mundo extasiado, acomodado e sem rumo
E o céu cuspindo fogo
E nas cinzas desse inverno
O que brilha no paraíso é a brasa do inferno
Na verdade, na mentira
A realidade é estar na mídia
E o palhaço perde a calma
E o ladrão a pontaria
O coringa dá as cartas
E o assassino denuncia
E na paz dos inquietos
E na pressão aqui no peito
O desafio de um futuro
No presente insatisfeito
Na verdade, na mentira
A realidade é estar na mídia


Arrombou a Mídia

Rita Lee

Ai ai meu Deus
O que foi que aconteceu
Com a Mídia Popular Brasileira
Rádio e TV tem jabá
Novelas ditam quem é Star
Eu também quero ser marketeira
Tem sempre na tela um apresentador
Vendendo a tragédia de algum cantor
A fé corre o risco de fugir da igreja
No canal do bispo, comercial de cerveja
De meia em meia hora, uma nova pesquisa
Mas como, se ninguém nunca me analisa?
Por sorte meu controle anda tão descontrolado
Eu mudo de canal e ele aperta o desligado...
isto é uma vergonha!
Jornais falham mais que previsão de economista
Tem crítico da hora que sonha ser artista
Veja a Época de trair com mais prudência
Velho viagrado Isto É a nova tendência
Ricos e Famosos dão as Caras por Capricho
Peladonas de hoje amanhã estão no lixo
Manchete eterna palestinos e judeus
Nossa Faixa de Gaza é na Cidade de Deus...
eu aumento mas não invento!
Em outdoor desfila o mundo fashion très chic
Morrendo de fome as top models têm chilique
Dietas, malhações, botox saem pela goela
Os Big McCoisa fazem mal e dão seqüela
Fama Brother fraude no Limite do milhão
Programas de barraco, pegadinhas, que armação!
"Loiras apresentadoiras" tentam o estrelato
Mas pra chegar à Hebe haja sola de sapato..
mexeu com você, mexeu comigo!
Editatoriais são pura megalomania
Manipulando minha vida todo santo dia
As FMs tocam a mesmice que eu não peço
Nada mais parado que parada de sucesso
Um ponto no Ibope custa a alma pro diabo
E eu pago pra enfiar Tv à cabo pelo rabo
Quatro enxeridas falam mais que Zarathustra
É isso que dá juntar mulher de Saia Justa...
Um beijo do gordo!

Semana 6 - Vídeo-aula 23: Uso de substâncias psicoativas

A professora Renata Azevedo traz um dado importante, do qual não havia me atentado ainda... Ela explica que o uso de substâncias psicoativas vão muito além do uso de drogas!

É comum as campanhas contra as drogas, mas ao mesmo tempo muitas pessoas acham  natural que jovens usem outros tipos de substâncias psicoativas...

A família e a escola precisam estar atentas ao comportamento dos jovens, sendo o diálogo e a informações necessários. A professora afirma que as informações não são suficientes, mas que sem elas as chances da pessoa experimentar e se viciar aumentam.


A busca pelo prazer imediato, somado à curiosidade dos adolescentes podem ter consequências sérias e muitas vezes sem volta!

Semana 5 - Vídeo-aula 20: Bullying


Apesar do Calvin não se encaixar nas características de quem sofre bullying, fatos como o "vivenciado" por ele, e muitos outros, podem ser mais comuns do que se imagina!


Uma autora que trabalha com essa questão e que gosto muito é a Luciene Regina Paulino Tognetta. Algo que inova no trabalho desta autora são os livros infantis que trata do tema. Como os livros abaixo:



De acordo com a editora Adonis, que publicou a coleção, "são histórias que resgatam a importância e o valor que cada um tem e para isso apresentam temas para falar de si e das relações que se estabelecem com os outros. Falando de seus sentimentos, crianças e adolescentes aprendem a se conhecer e a se respeitar e, assim, podem, então, respeitar os outros... As histórias da coleção tomam, dessa forma, uma perspectiva ética".

Uma ótima ferramenta para falar sobre o tema e discutir o assunto!!!

Um pouco mais sobre o Projeto no vídeo: Quando a escola precisa de ajuda

É preciso estar preparado, pois todos vão precisar de ajuda: A vítima, o agressor e as testemunhas!

Semana 5 - Vídeo-aula 19: Violência nas escolas



A violência está muito presente em nosso dia a dia e cada vez mais  esta presente no cotidiano escolar.

A professora Lilia afirma que o debate sobre o tema é necessário e questiona como a escola lida a violência escolar.

Percebo que a escola na maioria das vezes comete grandes equívocos, achando que está discutindo a questão da violência, mas ao contrário disso acaba buscando meios de evitar os conflitos por meio de "vigias" constantes, punições e recompensas para ver um comportamento desejado, mas as consequências para isso são as PIORES! Educamos sujeitos para esperar que alguém resolva seu problema, retirando toda esperada e tão falada autonomia do aluno...
Educamos para que esperem sempre algo em troca. Se você se comportar na aula poderá ir ao passeio; Se fizer isso ganha aquilo; Vale ponto positivo...
Ensinamos que não se pode bater na escola por estão sendo filmados, mas lá fora tudo bem...

É comum ouvir queixas do tipo: "Eu não consigo dar aula por conta da bagunça. Preciso resolver conflitos a todo momento!"

E então vem a questão: QUEM precisa resolver?

A ideia de mediação é aqui reforçada no sentido de que o sujeito precisa vivenciar para poder aprender.

Outra questão importante nessa discussão é que é preciso entender os CONFLITOS fazem parte de todas as relações interpessoais e o professor pode (e na minha opinião DEVE) ensinar melhores estratégias de resolução.

Entendendo essas duas questões e usando algumas técnicas de resolução de conflitos propostas pela teoria construtivista poderíamos evitar a violência que presenciamos atualmente. Atenção!!! Eu menciono violência e não os conflitos, pois como já mencionando os conflitos fazem parte da vida e devem ser vivenciados.

Trago alguns vídeos que contribuem muito para a reflexão sobre o problema.

Violência na Escola


Mário Sérgio Cortella tem uma fala muito legal sobre violência nas escolas, em uma reportagem do Jornal Hoje, (re)afirmando a  importância de discussão do tema e que medidas como a expulsão de um aluno busca esconder o problema, mas debatê-lo é dar chance de refletir juntos sobre o problema!

Telma Vinha, pesquisadora do GEPEM da UNICAMP traz importantes reflexões sobre a questão da formação de valores, bem como a resolução de conflitos, apontando quais seriam as orientações corretas a fazer, em busca da formação de um sujeito autônomo em todos os sentidos, principalmente moralmente.

Formação de Valores - Telma Vinha


Educação Continuada - Conflitos na escola




Continuação do vídeo: Educação continuada - Conflitos e Educação para a paz




Vale a pena ouvir a própria pesquisadora nos vídeos, mas aponto alguns conceitos que a autora traz que são muito importantes para a discussão sobre violência.

A violência não aparece de um hora para outra. Ela vai se constituindo na medida que os conflitos acontecem e os sujeitos vão internalizando suas formas de resolução.

A formação de valores vai se constituindo na medida em que me afeto com algo. É algo muito complexo e que não pode ser ensinado. 

Sabemos que a aprendizagem se dá principalmente por meio da vivência por isso é tão importante vivenciar os conflitos!

Quando o professor toma decisões pelos alunos, negam o direito de pensar, se responsabilizar e entender os sentimentos envolvidos no problema.

Geralmente ao se deparar com um conflito o professor, com as melhores intenções, tenta evitar que algo pior aconteça, impedindo junto com o problema muitas aprendizagens!

Segundo Yves de La Taille 
"A pessoa é moralmente autonoma se, apesar das mudanças de contexto e da presença de pressões sociais, ela permanece, na prática, fiel aos seus valores e a seus princípios de ação. Assim uma pessoa heterônoma será aquela que muda de comportamento moral em diferentes contextos". (Autonomia e identidade - Revista Criança, Brasília DF, 2001, p.16)


Aprender se responsabilizar e resolver os conflitos desde a Educação Infantil, dá ferramentas aos jovens para que na adolescência, que é uma fase difícil composta por diversas mudanças como já visto em outras aulas, para outras possibilidades de resolução que não a violência.

"[...] a convivência entre os seres humanos está cheia de conflitos de todo tipo [...] o objetivo de uma educação para paz seria a generalização de um tratamento desses conflitos baseado no diálogo, na cooperação e no respeito mútuo entre os principais autores envolvidos no problema. Mais do que educar para a paz, é preciso educar educar para o conflito" (SAÉZ, 2003)

Trecho do texto: Dez propostas para uma educação para a paz. Disponível  aqui.


A primeira tarefa da escola é entender que as interações em desequilíbrios são necessárias, sendo oportunidade de aprendizagens futuras, com objetivo de evitar a violência.


Dicas para RESOLUÇÃO DE CONFLITOS:
Uso da Linguagem Descritiva: Em que se descreve a situação e não faz um juízo da pessoa;
- Todos os sentimentos são aceitos, mas as ações não! (Posso sentir ódio de uma pessoa, mas não posso matá-la!)
- As pessoas envolvidas que devem pensar em estratégias de resolução. O mediador pode discuti-las apontando possíveis equívocos sobre a decisão a ser tomada.

Benefícios da resolução de conflitos:


- Fortalecer a relação - Aumento de confiança
- Aprender que toda ação tem uma consequência
- Evita mal-entendidos e ressentimentos.
- Busca de solução para o problema.
- Entender os seus sentimentos e o do outro - As pessoas pensam/gostam de coisas  diferentes uma das outras e isso deve ser respeitado. Ex: Homofobia, posso não querer me relacionar sexualmente  com pessoas do mesmo sexo, mas isso não me dá o direito de julgar, bater etc quem gosta.

Semana 4 - Vídeo-aula 16: Sexualidade e prevenção de risco


Gravidez na adolescência é um assunto que nunca se torna repetitivo!

As professoras defendem a distribuição de camisinhas na escola, afirmando que não é isso que vai estimular as relações sexuais, pois se querem ter a relação não deixam de fazer por não ter o uso preservativo.

Além do uso de preservativo é importante o uso de anticoncepcional.

Para isso documentários como "MENINAS", ajudam a mostrar aos adolescentes como pode ser as consequências de um filho nessa época!

Abaixo segue o documentário completo!


SINOPSE: Evelin, 13 anos, está grávida de um jovem de 22 anos que deixou o tráfico de drogas recentemente. Luana, 15 anos, declara que planejou sua gravidez, pois desejava ter um filho só para ela. Edilene, 14 anos, espera um filho de Alex, que também engravidou sua vizinha Joice. Ao longo de um ano é acompanhado o cotidiano destas três jovens.


ESCOLA: Os professores muitas vezes não se sentem preparados para conversar sobre a sexualidade. Além de filmes e documentários sobre o tema, dinâmicas podem ajudar a explicar sobre o uso do preservativo e outras questões.

É importante discutir sobre a responsabilidade que o menino deve ser compartilhada com a menina, pois na maioria das vezes cuida da criança sozinha é a mulher.