sábado, 6 de julho de 2013

Semana 2 - Vídeo-aula 7: Crianças e jovens com necessidades especiais na escola – dialética da inclusão / exclusão.

A professora Kátia Amorim traz as diferentes perspectivas sobre a a entrada da criança com necessidades especiais na escola: Da família, professora, coordenação da escola e da própria criança. (Sim, eles tem muito a dizer! =D)


Carla, representante da família, revela que  falta a escola ver as capacidades da criança e não só as limitações. A professora traz a falta de estrutura e atenta para a importância de conhecer os contextos em que os alunos estão inseridos. A coordenação afirma que é importante ouvir os diferentes envolvidos, acompanhar os desafios, dando apoio ao professor e fazendo parcerias com saúde, família e professor.

Assim como a imagem acima, algumas famílias podem ver a inclusão de forma muito diferente da perspectiva trazida pelas entrevistadas, que foram complementares!

A professora Kátia aponta que muitos quando vêem alguém com alguma deficiência e não conseguem enxergar outra coisa. A deficiência que é uma parte da vida da pessoa, passa a ser o TODO. 

Essa pessoa passa a ser vista como inteiramente deficiente! Como pode ser visto na imagem abaixo:



Muitas vezes o que as pessoas com deficiência desejam é ser tratadas com igualdade, pois há o respeito EXCLUDENTE, em que se espera ela entrar, se senta só, não se dá voz à pessoa, não pergunta o que ela quer, como se ela não pudesse fazer escolhas!

Muitas inclusões são feitas de forma excludente!

É preciso focar o olhar na relação professor aluno. Interagir com o aluno, dar vez e voz!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Semana 2 - Vídeo-aula 6: O professor e a diversidade cultural na sala de aula

Novamente a professora Rosa Iavelberg traz a arte como fonte de inspiração para outras temáticas, revelando que este é um tema que não se esgota!

A temática apresentada nesta vídeo aula é sobre a diversidade cultural, vista aqui como o direito dos povos em manifestar sua própria arte e preservação da sua cultura.

Todas as culturas possuem suas formas de expressão, e é possível ensinar sobre a diversidade das culturas para promover o RESPEITO entre os povos!

Abaixo um texto que fala sobre a temática, trazendo a proposta de Ana Mae Barbosa.


Estudar tipos, elementos e objetos refletem os diferentes contextos históricos e sociais!

NÃO SE TRATA DE COPIAR A POÉTICA, MAS SE INSPIRAR!!

O pessoal que faz o "Olha fui eu que fiz!" do Garatujas Fantásticas traz inspirações artísticas muito legais e que focam o processo de criação na diversão!

Vale a pena conhecer!!!

Outras inspirações em Artes, também do Garatujas!!! =D

Algumas fotos para mostrar que vale a pena conhecer o site!

     Arte com botões!

                                                                          Com comida
E com macarrão!

Semana 2 - Vídeo-aula 5: O papel do professor na mediação cultural

Rosa Iavelberg traz para a vídeo aula a questão a arte como um objeto acessível e da importância de aproximar os alunos dos agentes culturais e artistas.

A arte, segundo a professora, pode ser utilizada em diversas disciplinas. Ao estudá-la percebemos as marcas de nossa cultura e ao experimentarmos possibilita (re)conhecer outras formas de cultura. Ao estudá-la, começa a fazer parte da própria vida. E após conhecê-la promove a auto-estima, pois possibilita a expressão de outras maneiras, através do fazer artístico. Se reconhecendo e reconhecendo o outro. 

Com essa poética, é possível trazer temas relevantes para discussão... Meio ambiente, saúde, trabalho e consumo.

A professora aponta que é preciso tomar cuidado para não transformar a arte em um meio de falar sobre outra coisa. A essência da obra deve ser preservada!

Me recordo do documentário Lixo Extraordinário, de Vik Muniz, em que o artista consegue durante o processo criativo dá outro sentido à vida de algumas pessoas que fazem parte de seu projeto, transformando o lixo (e a vida) em arte!


Arte tem um poder transformador!

Rosa Iavelberg traz ainda que é preciso selecionar arte de qualidade aos estudantes e que para isso o professor deve investir em sua formação. Frequentar exposições, experimentar práticas artísticas e conhecer técnicas que se oferece aos alunos é fundamental... Afinal, ninguém dá aquilo que não tem! E como pode o professor despertar interesse em outro o que não lhe interessa?!

Semana 1 - Vídeo-aula 4: Ética e Saúde a escola

A vídeo aula da professora Lúcia Tinós traz a preocupação com o olhar docente sobre o aluno com necessidades especiais.

A professora traz alguns dados históricos que revelam as intenções de algumas terminologias utilizadas, afirmando que é importante que se conheça o contexto em que foram criadas.

Outro ponto relevante da aula é a reflexão que a professora faz ao afirmar que a definição e o diagnóstico são importantes para o professor quando contribuem com as questões pedagógicas.

Refletindo sobre a questão da singularidade apontada pela professora Lúcia, busquei no dicionário  Priberam o significado da palavra:

singular 
adj. 2 g.
1. Individual; único; isolado.
2. Que vale só por si.
3. Significativo.
4. Terminante.
5. Distinto; notável; extraordinário.
6. Particular; especial.
7. Excêntrico; esquisito.
8. Não vulgar, raro.
9. Excelente.
s. m.
10. [Gramática]  Valor da categoria número que indica a quantidade um. = NÚMERO SINGULAR

singulares
s. m. pl.
11. [Desporto]  Tipo de competição entre dois jogadores ou competidores, por oposição a pares (ex.: partida de singulares senhoras).

Ao procurar algo que representasse essa singularidade lembrei de um documentário  que ilustra bem essa questão!


Olhe pra mim de novo traz as singulares de alguém que vive o preconceito cotidianamente.

Para ler sobre o filme clique aqui!

domingo, 9 de junho de 2013

Semana 1 - Vídeo-aula 3: Ética e valores na ação educativa.


A professora Kátia Amorim traz uma importante discussão: A quem a escola se destina?

"Uma coisa é fazer leis e decretos, que são importantes, mas outra é como 
no cotidiano nós vamos mudar essas noções que estão impregnadas em todos nós!"

Após o histórico apresentado das diversas exclusões que escolares a professora apresenta os paradigmas escolares:

Ler/escrever (clero)
Escrever/contar (comércio)
Cultura letrada (alfabética)

E fica a seguinte questão: Como trabalhar com crianças com deficiência mental, surdas, cegas e deficientes físicos? Há vários recursos/tecnologias que estão fora da escola e são desconhecidos pelos professores. 
Como é ser professor nessas condições?

Muitas vezes o deficiente é visto como fonte de todo o mal: doença, algo que deve ser perseguido, excluído. Então o sujeito fica com uma marca cultural, essencializado em sua diferença. Passa-se a ver a doença e não mais a criança! É alguém a tolerar, que acaba, no fundo por ser menosprezado pelo outro.

Isso me lembra o filme "Crianças Invisíveis" Mais especificamente o curta 'Crianças da américa' do diretor Spike Lee.

Neste filme Blanca passa a sofrer bullying por ter HIV. Após uma confusão, uma mãe de outra aluna da escola exige da diretora que Blanca saia por comprometer a saúde dos outros alunos, expondo e atacando a criança verbalmente. Neste momento não é visto como alguém... mas sim como a própria Aids!

Muitas deficiências podem ser vistas da mesma maneira...

PERGUNTAS para se fazer! 
  • Como lidar, conviver e ensinar aqueles que a sociedade tradicionalmente considerou como devendo ser excluídos da escola?
  •  Mesmo estando em outro período histórico essas pessoas carregam marcas! Como integrar quem se sentem aleijada da escola?
  • Como ensinar os outros alunos e jovens, que vão conviver com essas crianças, a respeitarem toda essa diferença e diversidade?
  • Como vou atuar se muitas vezes nós professores carregamos concepções sociais que implicam na dificuldade de conviver com o diferente.

 Desafios para o professor...  Fundamental para ser refletido!

Lembrando outras disciplinas, é possível elaborar procedimentos... um trabalho intencional com valores.

 "Ensinamos mais pelas nossas ações e exemplos. As ações são as que dão o ser ao pregador" 
José Sérgio Carvalho
Risco:
Inclusão perversa – estar na sala, mas aleijada das relações e dos conhecimentos!

O que pode ser feito?
  • Colocar-se no lugar do outro;
  • Humildade – Assumir os limites do próprio fazer;
  • Sujeito ativo – Conhecer a si mesmo e ao processo da criança e à história;
  • Com quem posso discutir e fazer alguma coisa? Fazer PARCERIAS!


Semana 1 - Vídeo-aula 2: A ação educativa ao longo da trajetória escolar


A vídeo aula apresenta o significado da ação educativa ao longo da trajetória escolar. Inicia com a seguinte questão de pesquisa: O que acontece para além do ensino?

De acordo com Silvia Colello, "a ação educativa tem que ser feita em estreita sintonia com a trajetória escolar".
 

A professora apresenta o que está em jogo e qual é o papel do professor em cada fase de sua trajetória escolar. 

A escola na educação infantil é um novo mundo, de descobertas e relações, sendo um espaço de adaptação, ampliação de referencias, saberes e linguagens. 

O início do ensino fundamental é espaço do aprender, da sala de aula, do aluno sentado e do professor ensinando. É o início do auto conceito, motivação para aprender, adaptação ao ritmo da escola, novos critérios de convivência social. 

Logo após vai demonstrando a sintonia com alguns espaços e a ausência em outros! É uma melhoria das questões acadêmicas, aprender a aprender, organização, autonomia, disponibilidade para lidar com dificuldades.

Em sua continuidade demonstra uma tensão entre vida escolar e vida social. As escolhas que devem ser feitas e junto com isso todas as cobranças. Nessa fase é preciso lidar com crises, conflitos, projetos de vida, cobranças de desempenho, opção profissional, autonomia, redefinição da identidade e de valores. É a adolescência e toda a sua complexidade!

Em cada uma das fases estão os professores. Seu papel vai desde investimento afetivos, funcional, cognitivo e de ajustamento pessoal, apoio, fortalecimento do vínculo com o saber, estimulação dos valores que regem a convivência social... Ao fortalecimento de relação aluno-escola (pelas dimensões afetivas, metodológica, funcional, cognitiva e social) orientação, sensibilização, conscientização sobre aspectos da vida e responsabilidade social.

Caminhante, são teus rastos
o caminho, e nada mais;
caminhante, não há caminho,
faz-se caminho ao andar.
Ao andar faz-se o caminho,
e ao olhar-se para trás
vê-se a senda que jamais
se há-de voltar a pisar.
Caminhante, não há caminho,
somente sulcos no mar.


São muitos caminhos a serem percorridos e o papel do professor influenciará em cada um deles... Para o bem e para o mal, querendo ou não!

Semana 1 - Vídeo-aula 1:Papel do professor: Instruir ou Educar?


A professora Silvia Colello apresenta críticas com relação à educação conteudista, mostrando que a educação deve estar vinculada a algo maior!

No projeto do presente curso, o grupo que faço parte, procurou discutir a famosa frase: 'Escola ensina, família educa'. E é sobre exatamente essa dicotomia que a professora faz a sua crítica!


Diante do mundo e de todos os seus problemas e perigos como pode o professor querer ensinar somente conteúdos que muitas vezes os alunos sequer sabem para que irão servir futuramente?!

Refletindo sobre tudo isso me lembrei do poema de João Cabral de Melo Neto...


A educação pela pedra 

Uma educação pela pedra: por lições;
para aprender da pedra, freqüentá-la;
captar sua voz inenfática, impessoal
(pela de dicção ela começa as aulas).
A lição de moral, sua resistência fria
ao que flui e a fluir, a ser maleada;
a de poética, sua carnadura concreta;
a de economia, seu adensar-se compacta:
lições da pedra (de fora para dentro,
cartilha muda), para quem soletrá-la. 

Outra educação pela pedra: no Sertão
(de dentro para fora, e pré-didática).
No Sertão a pedra não sabe lecionar,
e se lecionasse, não ensinaria nada;
lá não se aprende a pedra: lá a pedra, 
uma pedra de nascença, entranha a alma. 



O poeta dá uma bela aula de projeto maior para a educação, em que o que se aprende faz parte da sua vida... Há lições que não se ensinam e não se aprendem, mas devem ser VIVENCIADAS! 

A ética e a moral são assim! E o professor fica em uma corda bamba com tantos desafios!!! Afinal, como podem proporcionar algo que muitas vezes não tiveram oportunidade de vivenciar? É mais cômodo focar em conteúdos que estão prontos e formatados (como que os conhecimentos fossem algo estáticos!) do que refletir sobre sua prática.


O professor que acredita em um projeto maior de educação deve ter a certeza de que ESCOLA ENSINA E EDUCA!!!